louder than love,
BE AWERE: THIS IS A SENTIMENTAL POST.
outro dia a rolling stone lançou uma lista com 10 nomes essenciais do grunge. aí pronto, pensar no assunto me fez cantarolar uma música, que me lembrou outra, que puxou uma terceira e eu fiquei nessa por um bom tempo. isso porque eu amo a melodia suja de seattle de uma maneira quase primitiva, sabe? é aquele amor secreto da quinta série que que não sai do fundo do seu armário, por mais que os seus amigos riam de você.
motivada por essa emoção eu vesti a minha camisa de flanela e escrevi esse texto. enjoy!

“kids are depressed about tha future”
essa frase escrita e repetida várias vezes em estudos referentes aos adolescentes da geração x pode ser tomada também como uma guideline do movimento grunge. os garotos estavam desencantados com a sociedade, desconfortáveis com as convenções sociais e, por cima disso tudo, se sentindo órfãos de ideologia, o vigor das convicções polítas das décadas anteriores já se esvaíra quase que por completo no início dos anos oitenta.
como não tinha ninguém que falasse o que eles queriam ouvir, os jovens resolveram subir no palco e gritar eles mesmos. com alguns elementos do punk, outros do heavy metal e do hard core cada grupo foi formando a própria mistura para construir o que mais à frente seria entitulado grunge.
seattle porque
pra quem mora em brasília fica muito fácil entender isso. tanto a mídia quanto a indústria músical estadunidenses estavam completamente voltadas para dois cenários, rio e são paulo, quer dizer, los angeles e nova iorque. pra poder frequentar shows legais com alguma frequencia, o pessoal de seattle teve que começar a fazer com as próprias mãos, nos bares, nas garagens e pequenos porões (landscape, blackout bar, etc…haha).
se três pessoas ficassem muito tempo esperando na fila do banco juntas, formavam uma banda pra tocar pros amigos e pros amigos dos amigos. pessoas de bandas de garagem costumam se interessar pelo trabalho de outras basdas de garagem. por causa dessa dinâmica, muita coisa surgiu em seattle àquela época, e desse montante, algumas coisas boas alavancaram a fama da cidade para o mundo ( fica a dica, brasília…).
“Kurt Cobain was just too lazy to shampoo” 
como não se identificavam com a parafernalha e os exageros performáticos do glam rock dos anos 70, os grunges fizeram o contrário. subiam no palco as mesmas roupas que passavam o dia: camiseta, jeans rasgado, camiseta de flanela. isso é reflexo dos ideais de simplicidade e sinceridade embuídos nas contruções de letras e músicas dos conjuntos.
mais tarde, o jeito desleixado do grunge (algo como sujo ou ensebado em inglês) tomou as ruas e as vitrines. era a sociedade de consumo, tão abominada pelos grupos absorvendo e pasteurizando o estilo, que passaria a ser comercializado pelo mundo. quem viveu os anos noventa, mesmo os que foram crianças, como eu, e não usou uma daquelas botinhas? quantos adolescentes a gente não viu fritar com aquelas roupas de flanela sob o sol do cerrado?
a moda grunge atingiu proporções assustadoras e quando isso acontece, o esvaziamento de sentido é praticamente inevitável. enquanto os conjuntos quebravam guitarras pedindo a abdicação do consumismo imbelcil, uma camisa de flanela podia custar até uns oitocentos reais na tng. é quase tão absurdo quanto as infinitas camisatas do che guevara nas araras da c&a.
o bebê atrás de um dólar

musicalmente,nirvana, perl jam e companhia são considerados post-grunge por serem mais melodiosas que as primeiras bandas, tais como melvins e mudhoney. em várias entrevistas, kurt cobain afirmou sua devoção aos pixies e declarou ter seguido sua formula de “versos suaves e refrão forte” desde as primeiras músicas de compôs.
a inclusão de elementos mais melódicos facilitou o acesso do grunge ao meinstream, com o lançamento de nervermind, do nirvana, em 1991 os grunges caíram definitivamente nas graças do povo. foi a daí que a alternativa grunge se tornou comercialmente viável. o que primeiramente foi considerado um marco inicial de prosperidade, mais tarde passou a ser chamado de “o início do fim” para os grunges. de repente os artistas se viram mergulhados em um sistema que abominavam, muitos não souberam lidar com a exposição excessiva e com o assédio, diversas bandas terminaram em meados dos anos noventa. o suicídio de kurt cobain, em cindo de abril de 1994 foi a pá de cal definitiva.
até eu fiquei triste e resolvi não escrever mais nada, o que é até bom, porque comigo, esse assunto tem potencial pra etenidade.
por fim, eu indico o hype!, de doug pray, filmado em 1996. o documentário tem entrevistas de várias pessoas importantes da cena, analisando acontecimentos recém ocorridos. vale a pena conferir.
tiana, a princesa negra
tá, a disney vai lançar a primeira princesa negra da história dos estados unidos, ela vem de nova orleans, curte um jazz e
beija um sapo que vira um príncipe lindo e maravilhoso.
em se tratando dos estados unidos, é um avanço, não se há de negar. mas eu sou bem mais chata que isso e vou reclamar um
pouquinho.
primeiro porque ela é idêntica às outras princesas, exceto pela pele negra, obviamente. mesmas roupas mesma coroa, mesmas
luvas longas, mesmo coque…
qual é o elemento da cultura negra que está sendo valorizado?
ela segue o mesmo estilo medieval das outras. porque, convenhamos, deve ser um pouco complicado vestir umas roupas dessas no
quênia.
mas tá, a história é nos estados unidos, a maioria das pessoas lá nem sabe que o quênia existe. como eu já disse, o fato de
ela vir de nova orleans e cantar os ritmos negros americanos já representa um passo e tanto.
aí tem o principe e de que cor você acha que ele é?
negro.
já diria o poeta, cada um no seu quadrado. negro com negro, branco com branco, indio com índio, árabe com árabe. todo mundo
feliz pra sempre, seguindo aquele mesmo padrão de relacionamento dos trovadores do século quatorze.
mocinha delcada e meiga, herói destemido e valente. um dos dois ou ambos são ricos porque não há felicidade sem dinheiro e
porque não dá pra mocinha lavar louça a vida toda.
maravilha.
eu não vou falar nas teorias conspiratórias que dizem que isso só está acontecendo agora por causa ddo obama porque me parece
chatice demais até pra mim.
eu não vou falar mais nada porque eu só vi o trailer do filme e por enquanto, o fato de eu ter mais negritude que ela é só chute.
ah! me acorda quando a princesa fizer alguma coisa mais útil do que cantar na beira de um lago e tiver a mente um pouco mais forte. porque, né? tem que ter o miolo meio mole pra sair por aí beijando sapo…
a hora do pesadelo
aí eu resolvi matar uma aula, sei lá porque, se eu ia ficar lá na universidade mesmo…
eu sei que o que me passou na cabeça foi: estava com desinteria e estava com tosse e estava com tremores e estava chata, mas eu queria ficar na universidade pra estudar. principalmente pra estudar pra prova do dia seguinte, que, na verdae, eu nem chegaria a fazer.
então estava eu estudando entre idas ao banheiro, entre passadas no twitter e entre vergonhas que eu passei olhando pras caras feias que me olhavam depois de cada cofcofcof
aí, por volta das quatro da tarde eu resolvi sair da biblioteca. dia chuvoso de brasília, parei no quiosque para comprar o meu tradicional café duplo.
enquanto espero tendo vertigens, olho para o lado e vejo: pedro russi e martino, sendo amigáveis um com o outro.
susto, os dois professores que, por motivos diferentes, me aterrorizaram na faculdade.
calma, priscila, você não acredita nessas coisas.
respira fundo.
foi quando a moça me entregou o café duplo e quase simultâneamente eu ideei uma coisa além do respirar fundo: com o café nas mãos eu pensei, toma um gole.
se for descafeinado, esse é o universo paralelo e os dois monstros estão prestes a te atacar. é preciso bolar um plano, sair correndo, ou ambos, simultaneamente.
um gole.
bom e velho café de sempre. duplo. virei pro outro lado ignorando o assunto dos dois professores e esperei a chuva abrandar para ir embora.
não passou o medo de virar para o lado e ver tentáculos, eu simplesmente não me virei.
do neorrealismo favelado
serei breve, juro.
eu não quero escrever tese nem nada, só vou levantar a bola, alguém corta.
para os não iniciados, é o seguinte: neorrealismo é aquela escola que pretendia fazer filme na itália e para os italianos no período pós-guerra.
as carácterísticas são (além de ser embaçado-claro, segundo a minha mãe): temática marxista, personagens do povo, atores
amadores misturados com profissionais, locações originais (usava-se muito filmar nas ruínas das cidades destruídas)e blablablá.
e não, não se tratava de pobreza e murrinhagem, nessa época a itália já tinha estúdios bastante modernos, financiados por mussoline, inclusive. acontece que os intelectuais italianos achavam que era cinismo demais ficar cantando na chuva enquanto a europa estava em frangalhos. não cabia nem aplaudir os musicais estadunidenses, nem replicá-lo nos estúdios do duce.
neorrealismo, então. em linhas gerais
daí que retratar a realidade específica do país de forma quase documental, nas locações originais e com atores selecionados nos locais de filmagem misturados aos já consagrados…
parece a formula de boa parte dos filmes de sucesso produzidos no brazil. excetuando-se o lance marxista e a fotografia, que não tem nada de embaçada e está mais pra hollyoodiana.
carandiru, cidade de deus, salve geral, última parada: 174…
todos eles baseados em livros ou documentários. histórias reais. em cidade de deus, vários dos atores foram selecionados no grupo nós do morro, que fica na favela do vidigal. houve seleção de artistas locais também em central do brasil, querô e na série de tv a pedra do reino.
e a gente pode ficar comparando, e comparando, e comparando. fato é que revendo a nossa tradição cinematográfica, parece que
temos talento é pra realismo mesmo…
da bossa
eu não gosto de bossa nova. at all. não e pronto.
nooossa, como assim? bossa nova é tão assim… assim, massa!
não, não é. e eu tenho uns argumentos pra abalizar o que eu digo, mas primeiro eu vou dizer o que me faz gostar de uma
música, ou de um artista: importância histórica, inovação estilística, qualidade técnica, letras significativas por alguma
razão, ou todos os anteriores, sempre considerando o cenário nacional antes do mundial.
vamos para a bossa.
o país em chamas, artistas exilados, ou às vias de. os porões fervendo, o vandré sendo torturado e os bossanovistas, depois de algumas reuniões no apartamento de classe média alta da nara, resolvem inaugurar um movimento no carnegie hall, nova iorque. tudo a ver.
não.
tinha o chico, os mutantes, os tropicalistas, o raul, todo mundo escrevendo. e os bossa novistas com aquele papo furado de o barquinho a deslizar tralalá lalá lalá.
oi?
céu azul, ilhas do sul e o barquinho tralalá?
e as condições do país? e a ditadura?
tá, a arte não tem que ser relacionada a política, mesmo o país estando em uma situacão de excessão e tal…
o que vale mesmo é a inovação estilística. tem o paulinho da viola, o cartola, e um tanto de outros sambistas tocando sambas requintadíssimos. tem o raul barbarizando no rock, têm os mutantes viajando no psicodelismo e tem a bossa nova viajando em três ou quatro notas… uhu!
enquanto tem a elis, que é uma intérprete incrível, tem a nara leão, que é… pois é, deixa pra lá.
eu tenho que dizer ainda que usar tom e vinícius como argumento para legitimar a bossa nova é fraqueza pura e simples. tanto um quanto o outro têm uma história bastante grande, que passa pela bossa nova, sim, mas que não fica aí para sempre.
o samba da bênção, luísa, lígia, e tantos outros clássicos dos dois não são bossas. um é maestro, outro é poeta, os dois não podem estar no mesmo balaio dos outros bossanovistas.
então a bossa noca fou alheia à história, teve letras fracas e a música não inovou em nada.
então, qual o mérito?
eu não digo que seja inaudível. é música de elevador, só isso. passa e não deixa nada.
deixa pra lá.
esse foi um texto feito na correria, eu posso ter me esquecido de alguma coisa, se a minha companheira de luta, a ana rita, se lembrar de alguma coisa, que se manifeste!
o império contra-ataca
faz um mês, ou um mês e meio, o povo ria da gente quando falávamos em libertadores.
antes do jogo contra o fluminense, aquele matemático mala da globo disse que era mais fácil o flor sair da zona de rebaixamento do que o flamengo alcançar o g4.
hoje 3 pontos nos afastam do líder, o palmeiras.
se eu fosse richarlysson nem olhava pra trás, porque o hulk tá bufando e o vovô tá garoto.
quando eu era homem
é, eu fui homem por algum tempo (#tuitesuainfancia).
vamos ao caso:
quando eu falo, todo mundo duvida, mas é verdade. ou melhor, é mentira, mas uma mentira muito bem arquitetada e combinada entre mim e a minha irmã.
tudo começou quando uma priminha da gente veio para a minha irmã com aquela cantilena clássica das meninas de cinco anos, de que menina usa rosa, menino usa azul, menina tem barbie, menino tem carrinho. na minha casa a gente nunca foi muito de seguir essas convenções e a minha irmã tentava convencer a minha prima de que outra alternativa era possível.
paralela a essa conversa existencial, estava eu e os meus quinze ou dezesseis anos, no auge da fase chili peppers da minha vida, sendo tão desleixada com a aparência quanto a minha mãe permitia. nessa época eu escapei de ser emo porque não existiam emos ainda.
voltando pra história original, a minha irmã me aparece dizendo pra eu dizer que sim se a minha prima perguntasse se eu era homem.
ok.
a partir daí, a minha mente do mal teve de arquitetar a história que a minha irmã reforçaria cimicamente.
ei-la:
o sonho da minha mãe era ter uma filha, mas eu nasci menino e, como ela (a essa altura já viúva) pensava que não teria outra chance, resolveu me criar como menina. pouca gente sabia da verdade inconveniente contida entre as minhas pernas. então, quando eu fiz 15 anos, em vez de ganhar uma festa ou uma ida pra disney, eu ganhei um par de seios de silicone.
dramático. o minha prima não devia contar isso pra ninguém porque eu tinha vergonha da situação. o meui jeito esquisito e o consentimento da minha irmã legitimavam tudo.
a minha prima, inocente, passou uns anos guardando esse segredo.
eu e a minha irmã somos uma dupla de falsárias, nos aprimorando a cada ano.
carta aberta para papai do céu
querido papai do céu,
eu quase nunca te peço, nada, aliás, nós quase nunca nos falamos, eu sei.
mas essa é uma situação de excessão. como o senhor deve saber, eu tenho uma vizinhança um tanto quanto efusiva e uns textos médios ou longos escritos em diversas línguas para ler e uns filmes para analisar.
por causa disso, eu venho, ano após ano pedindo ao papai noel que me traga uma bazuca de presente, não é que eu não seja humilde para pedir algo mais simples, mas eu me conheço e sei que a minha mura não é das melhores…
ainda assim eu reduz as expectativas e, no ano passado pedi uma AR 15, que também não veio. não sei o que está acontecendo com o bom velhinho, ou não estou entendendo bem as regras de ser uma boa menina, sinceramente.
bom, acho que foi por isso que eu resolvi recorrer ao senhor.
espero resposta, e, na melhor das hipóteses, um sedex bem grande,
com carinho,
priscila.
e se…
…eu fosse um herói?
seria o homem codorna. cer-te-za.
não achei em português, mas tá valendo:
…eu fosse um conto de fadas?
conto de fadas não é beeem a minha praia, mas uma das trilhas favoritas da minha vida hasta hoy é essa:
…eu fosse um personagem de ficção masculino?
seria romain duris em albergue espanhol. aliás, romain duris em quase todos os filmes que ele fez.
aí o trailer de alberque:
…eu fosse um personagem de ficção feminino?
seria norma desmond de crepúsculo dos deuses. – doida, talvez, glamourous, always! ho ho ho
está sem legenda outra vez. eu tenho esse filme, mas meu premiere não funcina.
http://video.aol.co.uk/video-detail/crepsculo-dos-deuses/127253580
…eu fosse um desenho animado?
eu seria o kenny e morreria em vááários eposódios.
…eu fosse um filme?
hmmmmmm, difícil. impossível.
‘o bom, o mau e o feio’ é um bom que eu tenho assistido bastante ultimamente. o filme é excelente e clint estwood (sim, o loirinho é ele) está um pão.
o mau e o feio estão trocados nesse trailer, mas dá pra entender o espírito da coisa…
…eu fosse uma cena de filme?
aquela primeira sequencia de ‘o rolo compressor e o violinista’ do tarkovky.
eu não achei trailer, meu premiere não está colaborando, então vamos de fotografia…
…eu fosse uma série de TV?
the big bang theory.
…eu fosse uma novela?
uma da thalia.
ah não, meu nome não é maria.
a usurpadora então.
a final de contas, paola bracho sempre terá lugar no meu coração.
…eu fosse uma música?
é o que me interessa – lenine.
…eu fosse um artista famoso?
dos vivos…
please allow me to introduce myself(atente para john lennon batendo cabelo lá atrás):
…eu fosse um site?
google, né, colega?

5 – axl rose. depois de uma looooonga gestação, o cara finalmente liberou chinese democracy (isso também pode valer tanto pro bem quanto pro mal).






















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